segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CICLO DE LUZ




Depois de muitas reflexões de momentos descobertos dentro de mim, acerto os ponteiros e norteio o rumo por  onde quero avançar , vislumbro ,em um flash que ilumina meus olhos por segundos, em que estrada quero andar e em que chão quero tocar meus pés firmes mas vacilantes, tão fortes e um pouco frágeis também, grosseiros e suaves, sangrados e cansados de caminhos impensados. Sinto nitidamente minha alma flutuando por sobre a estrada e consigo ver o sol que vem chegando e invadindo, quase com agressividade os dias da caminhada . Hoje  terminou  a longa pausa dos meu sentidos ,adormecidos pela insana crença em coisas sem valor, conteúdo e nada que possa me acrescentar como ser humano. Acabou o tempo de encobrir a vida com o véu fétido da vaidade e começou o tempo da colheita do amor e da vida em que poderei me cercar de verdadeiros amigos e companheiros para fazer parte desse novo  e ensolarado ciclo de vida, onde o amor será o ator principal, primeiro único e insubstituível....e que venha o amor , a energia positiva existente no universo e dentro de quem acredita que tudo pode dar certo. Estou pronta!
Patrícia Pina Cruz        
30/01/2012        

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

METAMORFOSE






 E por esses  intensos vôos cobrindo a cidade me deparo com fadas, duendes, bruxas e monstros.Uns querem minha presença para dar sorte, outros se esquivam para que minhas, aparantemente, frágeis asas não as toquem e outros abanam as mãos ou algum pedaço de papel tentando me acertar. Em uma dessas violentas investidas, vou ao chão, mas movimento o que tenho por dentro e me transformo , metamorfose por defesa , medo do outro ou dos outros, fico da cor da parede  e deixo todos passarem sem ser percebida.
Borboletando....

O Voo da Borboleta

                                                         O VÔO DA BORBOLETA
...e dentro de mim , me debato em crises de insana euforia de criança que berra e ofende sem saber o perigo do castigo, sem conseguir enxergar o brutal desatino de quem  se corta  se esfola e sangra  pra se embebedar de alívio...alívio? Posso traduzir esse alívio como a total sensação de peso do mundo e silêncio interno depois do furacão, depois das entradas e saídas de dentro de mim, do meu caos particular, da insanidade que habito e me habita tecendo teias, criando emaranhados de verdades mentirosas e farsas em poemas.
Tive épocas de amar insanamente  e sentir felicidade de dentro pra fora e em outras,não amava nada e  a felicidade me perseguia com total e veloz persistência, não sei ao certo em que momento   me achei e me perdi e me achei de novo e mais uma vez estava eu no meio do nada no deserto das milhares de portas de entradas e saídas desse fundo que é tão fundo que nem eu mesma saberia dizer o quanto. Ingênua perspectiva de me achar agora em algum lugar desse caminho longo e doce, frio, cheio de sol, ventos,tempestades,sorrisos, encontros ,partidas e todo o resto de mundos colados no caminho. Saí da crisálida, expandi meu corpo para fora de tudo e alcancei lugares que são meus...com a  chegada das, incialmente ,pequenas asas o mundo me pareceu tão pequeno para todos os vôos que eu poderia dar ou lugares que poderia ir... e agora que a borboleta tomou forma e que as  asas já não são tão pequenas assim,  onde estou n o meio disso tudo?   Patrícia Pina Cruz_Dez/11